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Conheça a Canoagem Oceânica Turismo

A canoagem oceânica turismo é uma das modalidades náuticas que mais cresce e vem se difundindo com velocidade mundo afora. E não é à toa. Pois, viajar em caiaques pelos infindáveis recursos hídricos do mundo e principalmente, no Brasil, nos proporciona uma experiência totalmente única, de puro esforço corporal, sem uso de motor, combustão, poluição ou ruído, nos conectando em contato mais que direto com a natureza.

A Canoagem Oceânica Turismo destina-se às remadas em águas costeiras dos oceanos percorrendo grandes distancias em forma de expedição e é claro, aos menos ousados e querem utilizar das embarcações de travessias somente para um calmo passeio em lagos, baías e rios. Os caiaques trazem em seu nome “oceânico” como uma característica da embarcação utilizada, ou seja, eles possuem espaço e compartimentos estanques (lacrados) para o armazenamento e transporte de carga e também, leme direcional, que quando carregados, facilita a direção do mesmo controlado por pedais internos pelos pés. E, são embarcações que trocam a manobrabilidade dos pequenos caiaques de águas brancas (corredeiras) por maior velocidade de cruzeiro, capacidade de carga, facilidade de remar em linha reta e conforto para longas viagens.

Estes modelos em específico, são usados para passeios de poucas horas até viagens costeiras de várias semanas, meses e até anos, como os grandes expedicionários que remam milhares de quilômetros por ao redor de um país, ilha e até, continentes. Os caiaques oceânicos turismo podem acomodar de um a três remadores, dividindo espaço com sua carga que vai de equipamentos de camping, alimentos, água, vestuário, cozinha e outros suprimentos. Seus tamanhos variam de 3 metros até quase 8 metros, quando compartilhado por mais de 1 pessoa. São verdadeiras máquinas de navegação de propulsão humana, capazes atravessar ondas e até mesmo, surfa-las.

Os caiaques oceânicos remontam aos barcos nativos da região ártica do planeta Terra, como o Alasca, norte do Canadá e da Europa, Siberia e sudoeste da Groenlândia. Criados pelos caçadores esquimós, estes, desenvolveram uma embarcação marítima rápida e silenciosa para caçar focas, morsas e até mesmo, animais terrestres como os caribus (renas). Os primeiros modelos foram construídos a partir de uma moldura de madeira, amarradas com tendões de alces e caribus e recobertas com pele de mamíferos marinhos (leão marinho ou focas) esticadas.

Arqueólogos encontraram evidências indicando que os caiaques têm pelo menos 10.000 anos de idade. Caiaques de madeira com peles e posteriormente com tecidos dominaram o mercado até a década de 1950.

Os caiaques modernos vêm em uma ampla variedade de materiais, desenhos e tamanhos para atender a uma variedade de usos pretendidos. Mas os projetos continuam seguindo linhas tradicionais da época dos esquimós. Hoje, a principal distinção está no material de produção desses barcos, sendo utilizados em sua composição a fibra de vidro, que chegou ao mercado na década de 60 e que ainda domina no mercado brasileiro e a liga plástica de alta densidade (polietileno) chamados de “rotomoldados”, disponibilizados no mercado norte americano, na década seguinte, nos anos 70.

Por:

ALVARO WALENDOWSKY

Instrutor em Canoagem Oceânica - Certificado ACA Nível 4

Na CANOAGEM  TURISMO destacam-se suas expedições como a descida do Rio Cristalino no MT (300km/7 dias/2009) com Toni Ossi. Sozinho fez a circunavegação da Ilha de Santa Catarina (140km/4 dias/2011), Acompanhado do chileno Juan Zuazo, remaram do Rio Exploradores a Laguna Glaciar San Rafael e Retorno (280km/9dias/2011). Peruíbe SP – Paranaguá PR (240km/7 dias/2017), Cananéia SP – Penha SC (240km/7 dias/2018) e diversas outras pela costa catarinense, seu campo de treinamento. . No Alaska em 2013 realizou sua mais longa expedição ao cruzar o Golfo do Alaska de Whitier a Port Valdez em caiaques oceânicos e nas Montanhas Chugach, numa só expedição, totalizando trinta dias de viagem sob a luz do sol do verão do Hemisfério Norte. No Chile cruzou duas vezes os Fiordes da Patagônia (2009/2014).  Na Argentina, Alvaro, Sarita e Pablo Passera remaram com as baleias Franca na Península Valdes (5 dias/2014). Sua mais recente expedição aconteceu pelas gélidas águas do Lago Titicaca (3.810m.a.n.m.) em uma circunavegação solitária de 400km / 12 dias entre dois países, Peru e Bolívia (19-31/07/2019). 

Este artigo que faz parte da nossa série de publicações Descobrindo a Canoagem Oceânica, produzida em parceria com a Sea To Summit Brasil e Gear Tips. Um canal especializado em Equipamentos de Aventura destinados à pratica de Hiking, Trekking e outras atividades Outdoor.